Intolerância ao glúten não tem que ser uma "massada"

Só na Europa, mais de 7 milhões de pessoas sofrem de doença celíaca, o que significa que não podem comer uma variedade qualquer de pão ou cereais.

O grande culpado é o glúten, que, apesar de totalmente inofensivo para a maior parte da população, pode ser muito perigoso para quem sofre de doença celíaca ou intolerância ao glúten.

O que é o glúten?

O glúten é um grupo de proteínas específicas presentes em vários cereais – sobretudo trigo, mas também centeio, cevada, malte – e seus derivados. Subespécies de trigo e híbridos, como espelta, kamut, farro e triticale também contêm glúten. O glúten é ainda responsável pela elasticidade da massa e pela consistência esponjosa e fofa de pães e bolos.

O glúten é totalmente inofensivo para a maior parte da população mundial porque não chega a ser absorvido pelo corpo e é eliminado pelo sistema digestivo. No entanto, para um celíaco, a proteína causa uma série de problemas de saúde, que podem passar por doenças de estômago, anemia, perturbações da pele, ou outros.

Qual a diferença entre alergia e intolerância ao glúten?

Apesar de se usar frequentemente o termo “intolerância ao glúten” para definir a condição daqueles que não o podem ingerir, existe uma situação mais grave, que é a alergia ao glúten, ou doença celíaca. Há diferenças importantes entre a intolerância ao glúten e a doença celíaca:

  • Doença celíaca

    A doença celíaca é uma doença autoimune do intestino delgado, que pode ter manifestações gastrointestinais graves, bem como outras reações, por exemplo na pele. As pessoas que sofrem de doença celíaca reagem mal ao glúten, e os seus organismos tratam esta proteína como um alergénio, fazendo com que ocorram reacções inflamatórias no intestino. Nos casos mais graves, o glúten pode provocar complicações respiratórias ou até mesmo danos cerebrais em celíacos.

  • Intolerância ao glúten

    A intolerância ao glúten, por sua vez, é também chamada de Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca (SGNC), e caracteriza-se por uma dificuldade na digestão do glúten, provocando sintomas gastrointestinais semelhantes aos da doença celíaca. Estes sintomas podem, com o tempo, vir a danificar permanentemente as paredes do intestino delgado.

Intolerância ao glúten: o que comer?

Infelizmente não existe uma cura para a intolerância ao glúten nem para a doença celíaca. A única forma de tratar estes problemas é levar uma dieta isenta de glúten, para toda a vida. Mas afinal, que alimentos contêm glúten, e que alimentos são livres de glúten?

As massas de trigo contém glúten.

Alimentos com glúten

O cereal que contém mais glúten é o trigo, mas também o centeio, o malte e a cevada têm esta proteína na sua composição. Assim, pães, bolos, bolachas, massas, pizzas e outros alimentos confeccionados com farinhas de cereais com glúten, contêm obviamente glúten. O mesmo se passa com a grande maioria dos cereais de pequeno almoço e barras de cereais, sêmola e gérmen de trigo, e algumas sementes.

Muitos alimentos processados contêm glúten apesar de não parecer, como sopas instantâneas, temperos, molhos (como molho de soja), entre outros. Além disso, bebidas como cerveja também contêm glúten – uma vez que a cerveja é feita à base de cevada ou outro cereal. Da mesma forma, alguns tipos de proteína vegetal podem ser feitos à base de cereais com glúten, pelo que é importante verificar os rótulos e alergénios sempre que se faz compras para alguém com doença celíaca ou intolerância ao glúten.

Fruta e vegetais não contém glúten.

Alimentos sem glúten

Nenhum vegetal ou fruta contém glúten, bem como lacticínios, carne, peixe ou ovos. As leguminosas e os frutos secos são também completamente seguros para os intolerantes ao glúten ou celíacos, bem como óleos e azeites.

A aveia é, à partida, um cereal naturalmente sem glúten, no entanto, por ser cultivada e processada frequentemente em conjunto com trigo e outros cereais, acaba por ficar contaminada. Quando processada de forma correcta, é um cereal óptimo de substituição para celíacos. O trigo-sarraceno, apesar de conter trigo no nome, é completamente isento de glúten e, portanto, apto para celíacos e intolerantes ao glúten.

Farinhas e derivados de alfarroba, amaranto, arroz, batata e fécula de batata, batata-doce, milho, quinoa, tapioca, castanhas e trigo-sarraceno são seguros e livres de glúten – desde que não processados em conjunto com cereais de glúten.

Actualmente já é possível encontrar facilmente imensas opções tipicamente derivadas de cereais com glúten, mas na sua versão sem glúten, como pães, pizzas, massas, bolachas e bolos. Procure a indicação “isento de glúten” ou “gluten-free” nos rótulos, e lembre-se, todos os alimentos que são aptos para celíacos são aptos para pessoas intolerantes ao glúten, mas o contrário não é verdade.

O que está a fazer o Grupo Jerónimo Martins para ajudar?

Não fazer nada estava fora de questão para o Grupo Jerónimo Martins, que acabou por criar toda uma gama exclusiva de produtos sem glúten. E claro que a pizza está incluída.

Assumindo a sua missão de promover a saúde e o bem-estar através da alimentação, o Grupo Jerónimo Martins celebrou parcerias com as Associações de Doentes Celíacos em Portugal e na Polónia, para poder lançar uma gama especial de produtos sem glúten com todo o sabor, mas sem nenhuma das proteínas de risco.

A gama de produtos sem glúten foi crescendo ao longo dos anos e, nas lojas Pingo Doce e Biedronka, existem centenas de produtos diferentes à disposição dos consumidores. Desde os deliciosos e mundialmente famosos pastéis de nata, até à maravilha de uma autêntica pizza italiana, estas gamas exclusivas de produtos sem glúten vieram para ficar.